Esse blog é resultado do trabalho realizado no Estágio de Oficina, coordenado pela professora Vânia Vasconcelos e desenvolvido pela turma do 6º semestre de História da UNEB / Campus V, em 2009.2. A criação de um espaço de socialização das produções das oficinas visa proporcionar a troca de experiências com diferentes metodologias que possibilitem o aprendizado dos mais diversos temas da História.

Convidamos você a navegar por essas imagens e idéias na perspectiva de construir alternativas para o ensino da História. Comente, critique, sugira... enfim... participe!

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

PÓDIO E PODER: REPRESENTAÇÃO DO ESPORTE NA POLÍTICA

Oficina ministrada pelos discentes Alisson Soledade e Ricardo França, sob a orientação da Professora Vânia Vasconcelos.

Alisson Soledade[1]

A oficina “PÓDIO E PODER: REPRESENTAÇÃO DO ESPORTE NA POLÍTICA” foi apresentada no intuito de discutir as relações políticas e sociais a partir das práticas esportivas no mundo em geral. Inicialmente foi discutido, a criação dos primeiros jogos olímpicos na Grécia antiga e sua importância nas relações entre as cidades estado gregas, analisamos os processos de decaída das olimpíadas e sua retomada no final do século XIX. Nesse primeiro momento houve resistência do grupo para perceber que através da análise das práticas esportivas podemos perceber o momento histórico vivido por determinada sociedade. Acredito que essa resistência demonstra um pouco a idéia de valorização do conhecimento cientifico, em detrimento das práticas culturais populares, e também das experiências sociais, pois o grupo não conseguia perceber como algo que faz parte do cotidiano deles poderia ser relacionada com um momento histórico nacional e que eles não se enxergam enquanto sujeitos históricos, sendo que isso deveria ser um dos principais objetivos do ensino de História.

Com a chegada das discussões de Guerra Fria não poderíamos deixar de lado a Ditadura Militar no Brasil, e sua relação com a seleção brasileira na copa do mundo de 1970. Exibimos o filme “O ano que meus pais saíram de férias” que relata a história de um garoto, filho de comunistas, que acaba passando o ano de 1970 – ano do tricampeonato mundial do Brasil – com um senhor judeu, porque seus pais tiveram que fugir da Ditadura. O grupo gostou bastante do filme, e apesar de não ser o ultimo dia, começou a analisar a oficina e falar sobre a resistência que eles tinham criado no primeiro dia sobre a relação esporte e política, percebendo que existe uma relação forte entre esses dois segmentos. O filme ajudou bastante nessa mudança de pensamento porque a história se baseia em uma criança que tem uma relação muito forte com o futebol, criando assim uma identificação entre eles e o personagem.A experiência de ministrar essa oficina foi muita importância para minha formação de professor, não apenas no que tange a experiência em sala de aula, mas também de me convencer que é possível uma pratica pedagógica diferente da que é executada no ensino regular. Logicamente não é algo que se consiga com facilidade, mas também não é uma prática para ser vista apenas como “sonho”. Depois de tantos desânimos na academia, a oficina trouxe de volta um pouco do sentimento “quero ser professor”, sendo um marco na minha vida acadêmica.

[1] Aluno do VI semestre do curso Licenciatura em História da UNEB- Universidade Estadual da Bahia.


Olimpíadas na Grécia Antiga


Documentário do History Channel sobre o surgimento das Olimpíadas na Grécia Antiga.



Parte I



Olimpíadas na Antiguidade e Retomada

Em honra a Zeus, a Grécia se reunia a cada quatro anos no Peloponeso, na confluência dos rios Alfeu e Giadeo, onde se erguia a cidade de Olímpia, que a partir do ano 776 a.C. cedeu seu nome para aquele que viria a ser a maior competição esportiva em toda a história da humanidade, os Jogos Olímpicos - mais tarde, genericamente Olimpíadas - , que teve como primeiro vencedor o atleta Coroebus, cingido por uma coroa trançada por folhas de louro, único prêmio e símbolo da maior vitória.Invadindo a era cristã (disputava-se a 194a olimpíada, quando nasceu Jesus Cristo), manteve seu espírito esportivo e seu condão mágico de unir homens fazendo-os disputar desafios, até o ano 394 d.C., quando o imperador Teodósio II ordenou sua interrupção, parecendo então condenada ao desaparecimento, a se transformar em um dado histórico apenas. E por quase 1500 anos (exatamente 1492) foi assim, até a intervenção de um idealista francês, o Barão Pierre de Cobertin.A princípio, apenas homens eram admitidos na disputa, da qual passou a fazer parte, quase como um símbolo, uma homenagem perpétua dos Jogos à Grécia, a Maratona, corrida de fundo na distância de 42 quilômetros e 500 metros, a mesma percorrida por um soldado grego, que a correr levou até Atenas a notícia da vitória de seu exército na batalha Maratona, cidade da Ática, onde se combatiam os persas. Dada a notícia, caiu morto, tornando-se sinônimo da tenacidade.Atenas foi escolhida pelo Barão de Cobertin com muita propriedade para a retomada dos Jogos Olímpicos em 1896, passando a serem conhecidos como os Jogos da Era Moderna. Uma era que já não dava ao desporto o poder de interromper guerras, mas, ao contrário, era interrompido por elas. Nestes cem anos, o quadriênio olímpico silenciou seu toque de reunir nos anos de 1916, 1940 e 1944, durante a vigência das chamadas Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Dos 13 países que participaram dos Jogos de 1896, em Atenas, aos 187 países e 10.788 atletas presentes em Atlanta, na 26a Olimpíada da Era Moderna, mudaram conceitos, o amadorismo puro foi esquecido, o mercantilismo encontra cada vez mais espaço, os países investem milhões de dólares em suas delegações, os Jogos são a melhor vitrine que os participantes poderiam ter e a máxima do Barão de Cobertin (Importante é competir, não vencer) está cada vez mais esquecida. Mas, após cada Olimpíada, o mundo nunca mais é o mesmo.

Fonte: http://olimpiadas.uol.com.br/2008/historia

Parte II



Filme : "O Ano em Que Meus Pais saíram de Férias"





Sinopse:

1970. Mauro (Michel Joelsas) é um garoto mineiro de 12 anos, que adora futebol e jogo de botão. Um dia sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade os pais de Mauro foram obrigados a fugir por serem de esquerda e serem perseguidos pela ditadura, tendo que deixá-lo com o avô paterno (Paulo Autran). Porém o avô enfrenta problemas, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo (Germano Haiut), um velho judeu solitário que é seu vizinho. Enquanto aguarda um telefonema dos pais, Mauro precisa lidar com sua nova realidade, que tem momentos de tristeza pela situação em que vive e também de alegria, ao acompanhar o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo.


Ficha técnica:

título original:O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
gênero:Drama
duração:01 hs 50 min
ano de lançamento:2006
site oficial:http://www.oano.com.br
estúdio:Gullane Filmes / Caos Produções Cinematográficas / Miravista / Globo Filmes
distribuidora:Buena Vista International
direção: Cao Hamburger
roteiro:Cláudio Galperin, Bráulio Mantovani, Anna Muylaert e Cao Hamburger, baseado em história original de Cláudio Galperin e Cao Hamburger
produção:Caio Gullane, Cao Hamburger e Fabiano Gullane
música:Beto Villares
fotografia:Adriano Goldman
direção de arte:Cássio Amarante
figurino:Cristina Camargo
edição:Daniel Rezende


*Filme legal para discutir a relação do esporte com a politica nacional na ditadura militar no Brasil






Videoclipe que usamos na discussão de Guerra fria em um dos momentos de discussão acerca das disputas ideologicas que atingiram não somente o esporte, mas também a arte.

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