TEXTO: 2.
Os/as nipônicos/as foram PARÁ... LÁ![1]
Há pouco mais de um século iniciou-se a imigração japonesa ao Brasil, com o desembarque de 781 famílias no porto de Santos, em 18 de junho de 1908. “Café é árvore em que se colhe ouro com as mãos”. A publicidade divulgava o Brasil no Japão como um país economicamente promissor, um verdadeiro “paraíso” de trabalho. Em busca do enriquecimento rápido, os nipônicos se propuseram a enfrentar 52 dias de viagem no navio Kasato Maru para trabalharem em solo tropical e retornarem – bem sucedidos - após alguns anos à terra natal. Frustração. Esse foi o sentimento dos japoneses ao se depararem com a realidade das lavouras cafeeiras: péssimas condições de vida, doenças e árduo trabalho sem o retorno financeiro esperado e divulgado pela publicidade, além da queda na produção.
O governo japonês, porém, pretendia ampliar a presença japonesa no território brasileiro, esta até então, restrita a São Paulo. Assim, se propôs a explorar a inóspita selva Amazônica e em 1929 foi concedida pelo governo local à Companhia de Plantação do Brasil, a Nantaku, 1,3 milhão de hectares em cinco áreas do Pará. Das colônias formadas nessa região, a mais importante foi a de Acará (Tomé Açu), na qual, no período de oito anos foram enviados 2.100 japoneses para transformar a floresta em áreas produtivas.
“A Terra da Pimenta”, como ficou conhecida Tomé-Açu, até a segunda metade da década de sessenta, era responsável por 40% da produção desse produto no Brasil, sendo considerado, pela primeira vez, produtor mundial de pimenta-do-reino. Em 1966 foram identificados os primeiros casos ocorrência de doenças nos pés de pimenta (o micróbiofusarium provocava o apodrecimento das raízes da planta), mas, foi por volta de 1974 que esse problema, associado à desvalorização econômica desse produto, à crise mundial e à precipitação pluvial irregular afetou decisivamente o cultivo em Tomé-Açu.
Assim, já nos primeiros anos da década de setenta, em função da crise que ocasionou uma contração significativa no volume de produção, a monocultura da pimenta cedeu lugar ao incentivo do cultivo diversificado de produtos agrícolas. Conforme os Relatos Históricos da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu – CAMTA (2009, p. 47), já nos anos de 1950, quando 95% dos cooperados estavam subordinados à produção exclusiva da pimenta, “a Cooperativa estimulava para que partissem para policultura e assim, precaverem-se contra as flutuações de preços do mercado. Esta necessidade se tornou premente com a aparição da doença”.
Enquanto grande parte da colônia japonesa de Tomé-Açu apostou numa estratégia alternativa à monocultura da pimenta, com o plantio de outras culturas agrícolas, a exemplo do cacau e do maracujá, visando a estabilização da agricultura, algumas famílias arriscaram-se em outro caminho, depositando esperanças de melhores dias em outro lugar: a Bahia.
[1] WATANABE, Daniela Lumi N. Graduanda em História pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus V. A influência nipônica na experiência camponesa no município de Taperoá-Ba, na primeira metade da década de 1970. Projeto de Pesquisa. Agosto de 2009.
FILME: MEMÓRIAS DE UMA GUEIXA.
SINOPSE
GUEIXA, Memórias de. Produção: Lucy Fisher, Steven Spielberg e Douglas Wick. Direção: Rob Marshall. Intérpretes: Zhang Ziyi, Ken Watanabe, Michelle Yeoh, Gong Li, Koji Yakusho, Youki Kudoh.Roteiro: Robin Swincord. Gênero: Romance. Estados Unidos: Columbia Pictures Corporations, 2005. Duração:145 min. Baseado em livro de mesmo nome, de Arthur Golden.
Sinopse:
RECEITA DE TEMPURA.
Sabor: CAMARAO.
Em japonês てんぷら ou 天麩羅, tenpura. A tempura foi introduzida no Japão por missionáriosportugueses e espanhóis, durante o século XVI. A palavra tempura poderia ter sido derivada tanto da palavra portuguesa “tempero” (ou do verbo temperar), como de “têmporas”, nome que designa os períodos de jejum realizados no catolicismo, tais como a Quaresma (chamada em latim de uadragésima tempora), onde tradicionalmente os fiéis se abstinham do consumo de carnes, preferindo comer vegetais e peixes. Fonte: http://pt.wikipedia.org. Acesso em: 22 de outubro de 2009.
Ingredientes
· 1 kg de camarão limpo
· Alho, condimento de pimenta-do-reino, sal para temperar o camarão
· 1 ovo inteiro
· 10 colheres de farinha de trigo
· 1 Colher (sopa) de tempero de peixe em pó. Sugestão: TemperoHondashi. (Pode ser substituído por 1 envelope de sazon vermelho ousazon para peixe)
· Óleo para fritar
· Tempero verde: Cebolinha e coentro a gosto
· 2 cenouras, 2 batatas, 1 cebola e 1 pimentão grandes.
Modo de preparar
1. Tempere o camarão com alho, o condimento de pimenta-do-reino e o sal. Reserve.
2. Cortar as batatas, as cenouras, a cebola e o pimentão em tiras finas.
3. Cortar o coentro e a cebolinha.
4. Bata os ovos inteiros até ficar homogêneo acrescente uma pitada de sal, o tempero de peixe em pó, a farinha de trigo, o tempero verde e os legumes.
5. Mergulhe aos poucos o camarão nessa massa e frite em óleo quente.
6. Quando dourar a massa, retire com uma escumadeira e escorra em toalha de papel absorvente.
7. Sirva quente como tira gosto ou mesmo com arroz branco e molho de soja (Sugestão: Shoyu).
TEXTO: 3
Rosa X azul...[1]
Homem e mulher, o masculino e o feminino se constroem numa relação. Essa “construção” não está solta no tempo e no espaço e nem é universal. Isto é: gênero (masculino e feminino) é construído cultural e historicamente. Isso quer dizer que a maneira de ser masculina ou feminina numa sociedade varia conforme o contexto (a cultura e o momento histórico). [...].
Cada sociedade pensa o que é feminino e o que é masculino de um jeito. E não são apenas “homens e mulheres” que os seres humanos classificam como masculino e feminino. [...].
Mesmo como brincadeira de criança você nunca se pegou pensando se a faca é “feminina” ou “masculina”? Já que o “gênero” do garfo e da colher nos parece tão claro?
Não classificamos somente homens e mulheres como “masculino e feminino” e não são só as “outras sociedades” que atribuem “masculinidade” e “feminilidade a coisas além de pessoas. Se podemos aceitar poeticamente que “o cravo brigou com a rosa” é porque acreditamos na masculinidade de um e na feminilidade do outro, ou seja, da outra. [...].
Aprendemos, em nossa cultura, a associar rosa como feminino e azul como masculino. Provavelmente qualquer membro de nossa cultura faria essa associação. Provavelmente essa associação não faria sentido nenhum para um aborígene australiano ou um nativo da Nova Guiné. Isso porque são culturas diferentes! É para nossa cultura que rosa e azul têm esse significado!
Atualmente mesmo antes do nascimento, através da ultra-sonografia, é possível identificar o sexo dos bebês e, com isso, o bebê já começa a ser referido como ele ou ela, e ser “o dono” de roupas (eventualmente um quarto, móveis) femininas ou masculinas. Freqüentemente antes mesmo de nascer, já é escolhido o nome – masculino ou feminino. Ou seja, seu grupo social já vai construindo a identidade de gênero daquele novo membro.
[1] Adaptação da produção de MOTTA, Flávia M.. Gênero, sexualidade e educação (2ª ed.). In: Ari José Sartori; Néli Suzana Brito. (Org.). Gênero na educação: espaço para a diversidade. 2 ed. Florianópolis: Genus, 2006, v. , p. 121.
VÍDEOS DE MÚSICAS E FILMES UTILIZADOS NA OFICINA
Nenhum comentário:
Postar um comentário