Esse blog é resultado do trabalho realizado no Estágio de Oficina, coordenado pela professora Vânia Vasconcelos e desenvolvido pela turma do 6º semestre de História da UNEB / Campus V, em 2009.2. A criação de um espaço de socialização das produções das oficinas visa proporcionar a troca de experiências com diferentes metodologias que possibilitem o aprendizado dos mais diversos temas da História.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

OFICINA ‘DE “FOGO NA PIRIQUITA” À GUARDIÃ DOS COSTUMES: A RELAÇÃO CAMPO/CIDADE DAS MULHERES MIGRANTES EM SANTO ANTONIO DE JESUS – BA (1960 – 1970)’ II

Franklin Pereira dos Santos[1]


Com a finalidade de aproximar os alunos da história, já que ela muitas vezes é vista como algo distante da realidade pelos estudantes do ensino médio e fundamental, procuramos desde o primeiro dia de oficina mostrar aos alunos que eles e as pessoas que os rodeiam também são sujeitos da história. Para isso, trabalhamos a importância das migrações na formação dos centros urbanos e a situação do campo frente a tal fenômeno, dando enfoque na participação, influência e importância das mulheres nesses processos pelo fato de acreditar que as mulheres têm forte influência na formação social dos indivíduos e atuam diretamente no cotidiano social de diversas pessoas, seja como mães, como operarias ou como donas de casa, essa relação entre, mulher e transformação no cotidiano se faz mais presente para os aluno. O tema escolhido serviu para fazermos uma análise mais aprofundada sobre a chegada do ideal desenvolvimentista e industrializador nas cidades que não eram grandes centros urbanos na Bahia. Durante a oficina era perceptível o espanto e encanto dos alunos ao perceberem como coisas como: a construção da BR 101 e a chegada de um simples cinema à cidade de Santo Antonio de Jesus faziam parte de um conjunto de transformações em toda a sociedade brasileira, e, que tais transformações é que “obrigaram” seus parentes e\ou conhecidos migrarem da zona rural para a zo urbana.De forma geral acredito que o resultado da oficina tenha sido muito bom, uma vez que pude perceber nos alunos um avanço significativo no que se refere à importância da história de pessoas que algumas vezes são de seu convívio, indivíduos que dificilmente aparecem nos livros didáticos, e talvez por esta razão fossem vistos como seres sem importância histórica antes da oficina. Fez-se notória também satisfação e empolgação daqueles adolescentes ao perceberem que seus antepassados foram importantes não só na formação de seus familiares, mas sim na formação de toda comunidade da qual eles fizeram parte já que compreenderam que mulheres e/ou homens não passam por transformações, de qualquer espécie, sem que estejam dentro de um contexto onde o outro vai influir sobre ele e visse-versa.O contato com um público de ensino médio é sem dúvida sempre muito importante para quem pretende seguir na vida docente. Durante a oficina, que tinha alunos das três séries do ensino médio, pude desenvolver e aperfeiçoar algumas técnicas que ajudaram bastante na hora de reter a atenção da classe. Coisas simples como usar termos e expressões que são também usadas por eles facilitaram bastante as aulas. Tal experiência se faz insubstituível na formação profissional docente.


[1]Graduando em História pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus V.


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