Esse blog é resultado do trabalho realizado no Estágio de Oficina, coordenado pela professora Vânia Vasconcelos e desenvolvido pela turma do 6º semestre de História da UNEB / Campus V, em 2009.2. A criação de um espaço de socialização das produções das oficinas visa proporcionar a troca de experiências com diferentes metodologias que possibilitem o aprendizado dos mais diversos temas da História.

Convidamos você a navegar por essas imagens e idéias na perspectiva de construir alternativas para o ensino da História. Comente, critique, sugira... enfim... participe!

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

OFICINA ‘DE “FOGO NA PIRIQUITA” À GUARDIÃ DOS COSTUMES: A RELAÇÃO CAMPO/CIDADE DAS MULHERES MIGRANTES EM SANTO ANTONIO DE JESUS – BA (1960 – 1970)’ I

A oficina ‘De “fogo na piriquita” à guardiã dos costumes: a relação campo/cidade das mulheres migrantes em Santo Antonio de Jesus – BA (1960 – 1970)’, foi realizada no Colégio Estadual Rômulo Almeida de 26/10/2009 a 29/10/2009, tendo como ministrantes: Elineide Macedo de Queiroz e Franklin Pereira Santos


Elineide Macedo de Queiroz[1]

Esta oficina foi pensada e realizada com o intuito de aproximar os alunos do ensino médio da disciplina de história, já que os mesmos têm dificuldade de enxergarem-se como sujeitos do processo histórico. Diante deste fato, trabalhamos na nossa oficina o tema das migrações, incluindo a importância delas na construção dos centros urbanos e a relação campo/cidade, enfocando a participação, influência e importância da figura das mulheres no desenrolar destes processos na história. Pois, na maioria das vezes a imagem que é propagada sobre a figura feminina nesse processo é mais a de coadjuvante, entretanto na nossa oficina mostramos a participação de mulheres que foram “senhoras do seu destino”, que migraram sozinhas/solteiras em busca de melhores condições de vida, mesmo diante dos comentários que ocorriam nos lugares de onde elas partiam. O título dado a oficina causou estranheza e despertou curiosidade nos alunos. Pois a expressão: “fogo na piriquita”, tão utilizada nas décadas de 1960-1970 para intitular as mulheres solteiras que migraram na juventude sem a companhia da família, chamou bastante atenção dos inscritos. Depois dessa primeira conquista, a aplicação da oficina fluiu com facilidade, participação e interesse dos alunos. O empenho e a participação do público durante os dias em que ocorreu a oficina foi bastante satisfatório, pois no decorrer da oficina percebemos que os alunos estavam conseguindo compreender que pessoas consideradas “comuns” fizeram parte do processo histórico que estávamos trabalhando e que mesmo assim elas não aparecem nos livros didáticos. Dessa forma, eles conseguiram associar que a história não é formada apenas pelos “grandes heróis e heroínas”, mas que é também composta por pessoas “comuns”, e que eles próprios (os alunos) são os sujeitos ativos no processo histórico. A sensação de ter o trabalho cumprido e o objetivo alcançado foi sem dúvida uma grande satisfação, essa experiência foi extremamente importante para a minha formação acadêmica/profissional no curso de Licenciatura em História, pois durante o planejamento e aplicação da oficina conseguimos realmente colocar em prática os nossos conhecimentos pedagógicos e um dos que considerei o mais aplicável é que o planejamento é de suma importância, mas que ele é sempre flexível


[1]Graduanda em História pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus V.





SANTANA, Charles D’ Almeida. Fatura e Ventura Camponesas: Trabalho, Cotidiano e Migrações Bahia: 1950-1980. São Paulo: Annablume, 1998. P.120.

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