Esse blog é resultado do trabalho realizado no Estágio de Oficina, coordenado pela professora Vânia Vasconcelos e desenvolvido pela turma do 6º semestre de História da UNEB / Campus V, em 2009.2. A criação de um espaço de socialização das produções das oficinas visa proporcionar a troca de experiências com diferentes metodologias que possibilitem o aprendizado dos mais diversos temas da História.

Convidamos você a navegar por essas imagens e idéias na perspectiva de construir alternativas para o ensino da História. Comente, critique, sugira... enfim... participe!

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

"DO ENTRUDO AO TRIO ELÉTRICO: O CARNAVAL BRASILEIRO, SUAS PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES"

Do Entrudo ao Trio Elétrico

Rafael Lima Silva Soares¹

A oficina “Do entrudo ao trio elétrico: o carnaval brasileiro, suas práticas e representações”, foi um grande desafio que rendeu diversos esforços tanto na sua programação e planejamento quanto na sua execução. A dificuldade da tarefa se dava não só aos estudos aplicados a história do carnaval da Cidade do Salvador, ou sobre o carnaval enquanto tradição de diversas culturas humanas, como também na confecção dos e no planejamento referente à quais materiais didáticos utilizar para a discussão desejada.

Essa oficina referente ao carnaval da cidade do salvador tinha como objetivo principal, de certa forma, mostrar as manifestações culturais carnavalescas em meio às tensões de grupos e classes que formaram a sociedade soteropolitana ao longo dos séculos 19 e 20. É obvio que para alcançar as manifestações culturais desses grupos, bem como as complexas relações de classe, gênero e etnia que cercavam os cidadãos foliões foi necessária uma sensibilidade para os problemas sociais mais comuns como o racismo, a má distribuição de renda, a falta de acesso a saúde e educação, etc. Diferenças essas que, muito embora o carnaval pareça ser uma festa inocente e desregrada, permeiam e norteiam a festa. Dessa forma o ponto principal do trabalho foi demonstrar como uma sociedade dotada de contrastes transmite essas diferenças sociais grupos para a festa.

Passear sobre a história do carnaval juntamente com nosso público alvo (estudantes do ensino superior) foi uma experiência interessante, pois a partir da reflexão para com os acontecimentos e ações desses grupos de foliões e de como a festa acontecia foi possível perceber alguns processos que ainda estão presentes em nosso dia a dia, em nossas festas e que, ainda, coadunam com o jeito de nossa sociedade de pensar, agir e curtir a folia. Também foi dado muito destaque as diferenças, mudanças de representações ou atitudes que encontraram seu fim devido a mudanças culturais religiosas ou politicas

A participação da turma de alunos foi perfeita, sendo estudantes de várias áreas do conhecimento diferentes como história, geografia, letras (estrangeiras e vernáculas) e até matemática tiveram a perspicácia de relacionar o conteúdo de cada aula com suas experiências pessoais e diversos outros assuntos. A atenção foi ainda maior, talvez, por termos utilizado musicas, jornais antigos e, principalmente imagens. Todas as aulas foram ministradas através da analise de imagens de época, ou seja, jornais, revistas, pinturas e até fotografias. Esse tipo de linguagem, junto com a musica ajudou-nos muito a alcançar cativar e ouvir as idéias e analises de cada um participante da oficina.

[1] Soares, Rafael Lima Silva. Graduando em História pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus V. 2010.

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