Quando pensamos nas representações sobre as mulheres negras e suas realidades específicas na sociedade brasileira, é fácil percebermos como as identidades estão diluídas nas representações dominantes construídas sobre as “mulheres”
As diversas representações da mulher negra brasileira, assim como seu lugar na sociedade, demonstram que a participação do afro-brasileiro como figura histórica e social é amplamente relegada. As mulheres negras fazem parte de um contingente de mulheres que não são rainhas de nada, que são retratadas como antimusas da sociedade brasileira, porque o modelo estético de mulher é a mulher branca.
Esta oficina proporcionou momentos de construção de um novo olhar sobre o passado, compreendendo as mudanças e permanências das representações das mulheres negras na nossa sociedade, e contribuiu para uma reflexão critica a "invisibilidade" das mulheres negras e os estereótipos lhes atribuídos, levando ao reconhecimento de suas contribuições na formação de nossa identidade.
Maria Vilma Moreira Rodrigues [1]
A escolha da temática “Representações das Mulheres Negras do Brasil” nasceu das discussões sobre mulheres que tivemos na Universidade ao longo dos semestres anteriores, nesse sentido, penso que falar das Mulheres Negras do Brasil com a perspectiva de mostrar a sua história desde o século XIX aos dias atuais constitui uma experiência relevante, pois, é notável um grande distanciamento dessas discussões nas escolas públicas de Ensino Médio.
Na perspectiva de levantar discussões que levasse os alunos a pensar criticamente a história das mulheres negras do Brasil ao longo do tempo, a Oficina Pedagógica “Representações das Mulheres Negras do Brasil” veio com o propósito de colaborar significativamente para a formação de cidadãos críticos e reflexivos.
Durante a execução de toda a oficina proporcionamos aos nossos alunos momentos de reflexão crítica diante da temática que estávamos discutindo, por se tratar de um tema bastante polêmico “Representações de mulheres negras no Brasil”, e por ser uma oficina destinada ao público de ensino médio, tivemos ricas discussões, vários questionamentos, enfim, a temática conseguiu empolgar a todos proporcionando uma discussão coletiva, um espaço em que todos tinham voz para levantar suas idéias e dar opiniões.
Partindo da perspectiva freiriana de que “ensinar não é transferir conhecimento, mas sim, criar as possibilidades para produção / construção desse conhecimento”. (FREIRE,1997, p.25). Entendo que o resultado final da oficina foi surpreendente e satisfatório, pois, foi proporcionado durante todos os encontros com os alunos, momentos de construção, um espaço de “ação- reflexão e ação”, enfim, propomos aos nossos alunos um ambiente crítico e transformador.
Compreendo que em todo trabalho há pontos positivos e negativos, o nosso não foge essa regra. Certo de que a avaliação é essencial para reavaliar toda ação pedagógica, e, diante disto se pensar em novos meios para promover uma educação de qualidade. Entendo que houve momentos de falhas durante a execução da oficina pedagógica, foi possível notar o quanto deveríamos ter lido mais, ter nos preparado mais, sobretudo, porque a nossa temática é bastante polêmica e apresenta várias possibilidades de abordagens. Vale salientar que a Oficina Pedagógica de História foi uma experiência relevante para minha vida profissional no sentido de oportunizar a reflexão crítica sobre a minha prática docente em sala de aula.
[1] Aluna do 6º semestre do curso de Licenciatura em História da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) _ Campus V, apresentando um relatório final como requisito de avaliação da disciplina Estagio II ministrada pela professora Vânia Vasconcelos (2009.2).
Rosane Santos Silva [1]
A escolha da temática “Representações das Mulheres Negras do Brasil” para ministrar uma Oficina de História teve tudo a ver com a minha experiência enquanto mulher, negra e cidadã. Enquanto estudante de História percebi que ao longo da nossa história as mulheres negras sempre desempenharam um papel de coadjuvante, situação que reflete as questões de gênero, e se tratando das mulheres negras, também de raça.
Então vi nessa oficina que para mim foi muito mais que uma obrigação do cumprimento da carga horária do Estágio, e sim uma oportunidade de discutir com os alunos do Ensino Médio de Mutuípe um pouco da história que nos foi apresentada, buscando refletir e desconstruir alguns estereótipos e preconceitos relacionados às mulheres negras no decorrer da História do Brasil. Nessa perspectiva, perceber a presença, importância, força e lutas travadas por essas mulheres na construção de suas identidades, lançando um olhar todo especial nas mudanças e permanências nas formas como essas mulheres negras vem sendo representadas ao longo da nossa história.
Essa Oficina que foi intitulada - “Toda boa: na cama e na cozinha? – foi uma experiência maravilhosa tanto no sentido de ser um exercício da prática docente, quando no que se refere a aprendizagem. As leituras foram muito interessantes e com certeza enriqueceram os meus conhecimentos, dando-me oportunidade de dialogar com inúmeros conceitos antes desconhecidos e que são muito importante para o oficio do historiador.
Porém o que mais me chamou atenção com esse trabalho foi a percepção de que a educação no Brasil ainda tem jeito. Foi muito interessante ver o entusiasmo, a dedicação, compromisso, participação, freqüência e interesse dos alunos durante a oficina, me senti realizada enquanto profissional de educação, e impressionada com o nível das discussões travadas, além de muito feliz ao ver que os alunos gostaram da temática e as metodologias desenvolvidas ao longo do trabalho.
A postura crítica, o poder de argumentação dos alunos, todos oriundos da escola pública foi algo que me surpreendeu muito, levando a concluir que a didática do professor interfere de forma decisiva no processo ensino-aprendizagem.
Esse trabalho me fez reforçar a idéia de que o papel do professor de História extrapola o conteúdo de sua disciplina, levando-o à condição de mestre e de aprendiz. Assim, buscar transformar os nossos métodos e a nossa forma de pensar, é talvez o primeiro passo para se modificar verdadeiramente o ensino no Brasil, conquistando autonomia entre os seus profissionais, em especial os de História.
Enfim, essa Oficina foi uma experiência ímpar em minha vida, e me deixou bastante realizada. O fato desta ter sido ministrada em Mutuípe também foi positivo para o sucesso da mesma, uma vez que me possibilitou contribuir um pouco com a construção dos conhecimentos dos meus conterrâneos e levar um pouco do que aprendemos na universidade para o dia-a-dia fora da academia.
[1] Aluna do 6º semestre do Curso de Licenciatura em História da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Campus V, ministrante da Oficina de História “Toda boa: na cama e na cozinha” – Representações das Mulheres Negras do Brasil. Coordenada pela Professora de Estágio Vânia Vasconcelos. (2009.2)
Jaqueline dos Santos Ribas[1]
Posso afirmar que a oficina de Estágio Supervisionado III realizada na escola Lídio Santos no período de 16 a 20 de novembro de 2009, foi uma experiência inigualável, mesmo acostumada a lecionar a disciplina História há algum tempo, pois esta nos levou a conteúdos importantes e várias leituras diferentes das costumeiras para definirmos o tema: “Moralidades e Sexualidade no Brasil Colônia (Séc.XVI - XVIII)”.
O tema escolhido é interessante para os jovens, pois o ensino-aprendizagem de história não é só estudar o passado, mas interpretar o modo de viver de cada sociedade mostrando sua evolução e diversidade permitindo um melhor entendimento de conceitos, atitudes e posturas, observando as permanências e rupturas do mundo no qual vivemos. Desta maneira, a oficina favoreceu a formação de indivíduos capazes de ter um senso-crítico, de fazer suas “leituras” de construir conceitos, enfim, de conhecer e analisar a história.
Desde a busca pelo nosso público alvo foram alunos de escolas públicas do município de Mutuípe tivemos resistência na inscrição quanto à aceitação da temática, talvez pelas concepções distorcidas sobre a sexualidade, moralidade, religião, enfim, a visão da disciplina História no cotidiano, esta conhecida por muitos de forma tradicional, sem problematizações, com memorização de datas e nomes de “heróis”, mas com diálogo conseguimos confirmação e participação.
Estes oficinandos trouxeram para a minha formação contribuição de grande valia pelo seu senso crítico, sua visão aplausível, não preconceituosa e seu companheirismo. Em vários momentos faziam perguntas e davam sugestões que exigiam de nós conhecimento profundo do conteúdo, mas com grande atenção e confiança no referencial teórico estudado e orientação conseguimos responder a altura. O nosso trabalho foi bastante rico em dados vinculados a documentos da época, vídeos, iconografias, músicas e muito mais.
É fundamental ressaltarmos que tivemos cuidado ao tratar da temática para não cometermos equívocos, além de levarmos informações por meios atraentes para que nossos oficinandos gostassem de estar todos os dias no nosso encontro e principalmente da disciplina História. Creio que foram momentos inesquecíveis com várias atividades voltadas para a reflexão e a prática do ensino de história que certamente estarão guardados na memória de todos e ao longo de nossa vida profissional.
[1]Aluna do 6º semestre do Curso de Licenciatura em História da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Campus V, ministrante da Oficina de História. "Moralidades e Sexualidades no Brasil Colônia” (Séc. XVI-XVIII), Coordenada pela Professora de Estágio Vânia Vasconcelos. (2009.2)
Laíze Rebouças[1]
A Oficina nos possibilita refletir criticamente sobre a nossa prática pedagógica enquanto futuros professores de história, visto que, desde a construção do projeto a sua execução temos a autonomia de escolher o conteúdo a ser tematizado e as metodologias a serem aplicadas, sobretudo, temos a oportunidade de manter um contato direto com os alunos. Nesse sentido, procuramos organizar o processo de ensino-aprendizagem diante da nossa realidade, algo que atraísse o público de tal forma que encontrasse significado no conteúdo a ser estudado e se interessasse pelo tema da oficina. Assim, escolhemos discutir sobre “As representações das mulheres negras do Brasil”, a fim de problematizar as questões de gênero e raça. Dessa forma, a maioria dos participantes da nossa oficina era mulheres negras.
Nessa perspectiva, buscamos metodologias que pudessem enriquecer o ensino, tornando-o instigante. Além disso, procurávamos sempre partir do conhecimento prévio do aluno, pois dessa forma, os alunos se sentiam estimulados a falar e a refletir sobre as suas percepções e experiências, uma vez que, compreendemos que no processo de ensino e aprendizagem, o aluno deve ser estimulado, a pensar, a questionar, a investigar, a desenvolver o espírito crítico e a capacidade de interpretação. Inclusive, a participação dos alunos foi algo que nos maravilhou, tanto pelo nível, quanto pelo entusiasmo com que estes participavam, facilitando assim, o bom desenvolvimento da oficina.
O Estágio Supervisionado, portanto, foi uma experiência desafiadora, na qual, tivemos a oportunidade de utilizar as ferramentas que foram nos apresentadas durante os outros semestres. Além disso, foi uma etapa de superação e aprendizagem, em que a cada instante foi possível perceber as dificuldades e os contentamentos na missão de um/a educador/a na tentativa de formar cidadãos autônomos, responsáveis pela ação, transformação e compreensão da sociedade.
[1] Aluna do 6º semestre do Curso de Licenciatura em História da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Campus V, ministrante da Oficina de História “Toda boa: na cama e na cozinha” – Representações das Mulheres Negras do Brasil.Coordenada pela Professora de Estágio Vânia Vasconcelos. (2009.2)
Canções utilizadas para análise
Racismo É Burrice
Gabriel Pensador
Composição: Gabriel O Pensador
Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
"O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar"
Racismo, preconceito e discriminação em geral;
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice
Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral
Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Racismo é burrice
E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você.
Em 1979, Caetano Veloso lançava, no disco Cinema Transcendental, a canção "Beleza Pura", que talvez não seja um marco histórico, mas é representativa da construção de uma nova baianidade que emerge calcada na etnicidade.
Beleza Pura
Skank
Composição: Caetano Veloso
Não me amarra
Dinheiro não
Mas formosura
Dinheiro não
A pele escura
Dinheiro não
A carne dura
Dinheiro não
Moça preta
Do Curuzu
Beleza pura
Federação
Beleza pura
Boca do rio
Beleza pura
Dinheiro não
Quando essa preta
Começa a tratar
Do cabelo
É de se olhar
Toda trama da trança
Transa do cabelo
Conchas do mar
Ela manda buscar
Prá botar no cabelo
Toda minúcia
Toda delícia
Não me amarra
Dinheiro não
Mas elegância
Não me amarra
Dinheiro não
Mas a cultura
Dinheiro não
A pele escura
Dinheiro não
A carne dura
Dinheiro não
Moça linda
Do Badauê
Beleza pura
Do Ilê-Aiê
Beleza pura
Dinheiro, yeah
Beleza pura
Dinheiro não
Dentro daquele turbante
Do filho de Gandhi
É o que há
Tudo é chique demais
Tudo é muito elegante
Manda botar
Fina palha da costa
E que tudo se trance
Todos os búzios
Todos os ócios
Todos os búzios
Todos os ócios
Yeah
Não me amarra
Dinheiro não
Mas os mistérios
Não me amarra
Dinheiro não
Mas formosura
A pele escura
A carne dura
Dinheiro não
Moça preta
Do Curuzu
Beleza pura
Federação
Dentro
Daquele turbante
Do filho de Gandhi
É o que há
Tudo é chique demais
Tudo é muito elegante
Manda botar
Fina palha da costa
E que tudo se trance
Todos os búzios
Todos os ócios
Todos os búzios
Todos os ócios
Yeah
Toda minúcia
Toda delícia
Toda minúcia
Toda delícia
Todos os búzios
Todos os ócios
Todos os búzios
Todos os búzios
Todos os búzios
Os ócios










Flhas do Vento aborda temas pertinentes às mulheres de qualquer parte do mundo, mas numa pequena cidade do interior do Brasil os fantasmas da escravidão e do racismo afetam a vida das personagens de forma sutil. Em uma brilhante peça ficcional de cunho político e social, o diretor substitui os tradicionais papéis estereotipados, comumente interpretados por atores negros nas telenovelas brasileiras, por uma rica e multifacetada construção de personagens, mesmo quando habilmente emprega diversos recursos da dramaturgia da novela para se comunicar com grandes audiências.





















Olhos Coloridos
Sandra de Sá
Composição: Macau
Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Eu estou sempre na minha
E não posso mais fugir...
Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Eles estão baratinado
Também querem enrolar...
Você ri da minha roupa
Você ri do meu cabelo
Você ri da minha pele
Você ri do meu sorriso...
A verdade é que você
(Todo brasileiro tem!)
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará, sarará
Sarará, sarará
Sarará crioulo..
Sarará crioulo
Sarará crioulo...(2x)
Os meus olhos coloridos
Me fazem refletir
Que eu tô sempre na minha
Não! Não!
Não posso mais fugir
Não posso mais!
Não posso mais!
Não posso mais!
Não posso mais!
Meu cabelo enrolado
Todos querem imitar
Eles estão baratinados
Também querem enrolar...
Cê ri! Cê ri! Cê ri!
Cê ri! Cê ri!
Cê ri da minha roupa
Cê ri do meu cabelo
Cê ri da minha pele
Cê ri do meu sorriso...
Mas verdade é que você
(Todo brasileiro tem!)
Tem sangue crioulo
Tem cabelo duro
Sarará, sarará
Sarará, sarará
Sarará crioulo...
Sarará crioulo
Sarará crioulo ...(3x)
Chico César
Composição:Chico César
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...(2x)
Mama África, tem
Tanto o que fazer
Além de cuidar neném
Além de fazer denguim
Filhinho tem que entender
Mama África vai e vem
Mas não se afasta de você...
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...
Quando Mama sai de casa
Seus filhos de olodunzam
Rola o maior jazz
Mama tem calo nos pés
Mama precisa de paz...
Mama não quer brincar mais
Filhinho dá um tempo
É tanto contratempo
No ritmo de vida de mama...
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...(2x)
É do Senegal
Ser negão, Senegal...
Deve ser legal
Ser negão, Senegal...(3x)
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo o dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas Casas Bahia...(2x)
Mama África
A minha mãe
Mama África
A minha mãe
Mama África...
Toda Boa
Psirico
Pele bronzeada mulher brasileira a coisa mais
linda...chamada de avião corpo de violão a maior obra
prima... em todos os cantos do universo sim de várias
delas brilhar, fruto do pecado que o homem sempre quer
desfrutar! É uma obra divina que nasceu para nosso bem
e quem ama levante o dedo e grita!
-Amém!!!
Maravilhosa os meus elogios não são a tôa!
Você é a água que mata minha sede!
Mulher brasileira é TODA BOA!!!
Olha TODA BOA, TODA BOA ela é TODA BOA
Aiii Aiii ela é TODA BOA!!!
É TODA BOA, TODA BOA... Ela é TODA BOA!
Aiii Aiii ela é TODA BOA!!!
(TODA BOA TODA BOA TODA BOA TODA BOA TODA BOA...).
Auto estima gordinha! tá toda fofinha!
Auto estima magrinha! tá toda fortinha!
Auto estima coroa! tá toda durinha!
Auto estima negona! tá toda gatinha!
(BIS)
Mulher brasileira?
Ôooo TODA BOA!!
Estigmatizada a Bahia é caracterizada por diversos termos como a terra dos amores sem pudores, da alegria, das mulheres apimentadas, de mulatas com curvas bem definidas, amorosas, dedicadas, de sensualidade esplêndida; estes provenientes da participação de escritores e compositores, dentre eles
Hoje muitos turistas que aqui chegam, vem atraído por estas construções de imagens, do paraíso repleto de belezas naturais, sinônimo de belas praias, sobretudo de mulheres sensuais, belíssimas que dão ênfase ao lugar de sexo fácil e barato, mediante as apresentações midiáticas, provocando por sua vez o turismo sexual; transformando a mulher baiana num produto turístico de caráter mercadológico; destacando-a como símbolo sexual místico do Brasil.

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